23
Ago
08

Godfather 2 será dedicado aos estrategistas

Estratégia será tão importante quanto a ação em Godfather II

Estratégia será tão importante quanto a ação em Godfather II

Em programa exibido no site Gametrailers.com, os produtores do game The Godfather II (O Poderoso Chefão, no Brasil) – a continuação da série criminosa lançada em 2006 – divulgaram diversos detalhes no vídeo sobre o sandbox dos Corleone. A grande novidade é o fator estratégico (o Don’s View foi reformulado), que tornou o jogo hibrído e transformou o conceito original.

Nesta nova versão será possível gerenciar os negócios da Famiglia em três regiões ambientadas nos anos 1950 e 60: Miami, New York e Havana (Cuba). Apesar de parecer divertido, isto também torna o jogo muito mais complexo ao propor que o jogador controle as ações de diversas equipes, comerciantes e subordinados nos três locais – sem contar que também deverá se preparar para enfrentar as gangues rivais.

Além disso, a dirigibilidade dos carros no vídeo parece mais fluída e leve, com a física reformulada. Os veículos parecem ter recebido maior atenção, agora os vidros são transparentes e se estilhaçam com os tiros. E por falar neles, são todos baseados em carrões de época como Cadillac e os Ford Comet, Fairlane, Ranchero e Thunderbird, entre outros modelos das décadas no qual The Godfather II será retratado.

Execuções, extorsões, propinas e toda a sorte de atividades ilegais continuam presentes e foram aperfeiçoadas. Os movimentos estão mais suaves e a inteligência artificial foi aperfeiçoada. Agora os membros da família poderão realmente ajudá-lo no dia-a-dia criminoso, seja na hora de intimidar alvos e assaltar bancos, seja na hora de acompanhá-lo durante as “negociações” com os comerciantes.

Agora os membros da família também podem melhorar de habilidade e são singulares (não são mais aqueles bandos de gêmeos carcamani de chapéu). Cada um tem uma identidade visual e responde por diferentes ações durante as missões. Algumas vezes será necessário um homem mais furtivo, nas outras pode ser necessário um especialista em explosivos e assim por diante.

Segundo o produtor-executivo do game, Hunter Smith, Godfather II foi inicialmente concebido para ter entre 50 a 80 horas de jogo, mas a equipe encontrou problemas durante o caminho e a experiência foi reduzida para no máximo 25 horas – mas Smith nega que isto pode diminuir o fator replay do game. “Quando olho a maioria dos consumidores, muitos deles não tem 80 a 100 horas para se dedicar à qualquer coisa. Eu espero que muitas pessoas se divirtam com o jogo”, afirmou o produtor.

O game tem data prevista de lançamento para fevereiro de 2009, para XBox 360, PS3 e PCs. Apesar das boas vendas do primeiro Godfather, o Wii já foi descartado da lista para receber a seqüência, mesmo possibilitando uma versão completamente diferente… Vai entender a EA…

Link para o programa (em inglês):

http://www.gametrailers.com/gametrailerstv_player.php?ep=30&ch=1

18
Jul
08

Games precisam alcançar o ‘Status of Art’

Começa deste ponto mais um novo blog, mais um em meio à tantos – como antecipadamente afirma o cabeçalho do WordPress.

É claro que não este não é diferente dos outros blogs, também tem um propósito para o qual foi criado.

O propósito deste é mostrar como os games evoluiram e adquiriram conceitos suficientes para obter o status of art e migrar das frias páginas de tecnologia e informática para a discussão mais acalorada e pertinente aos cadernos culturais.

Naturalmente, existe a necessidade dos avanços tecnológicos para se produzir os games, mas neste caso a informática e a eletrônica são o meio de chegar à isso e não um finalidade dos jogos eletrônicos, como é visto hoje em dia.

O uso da tecnologia é semelhante nas variadas artes – apenas um meio de transmitir um conjunto de idéias. Deste os recursos mais primitivos como o lápis e o pincel do pintor, passando pelas câmeras fotográficas e ao retro projetor que move o cinema. Tudo é tecnologia, não apenas os microchips, processadores e placas-mãe se enquadram nessa categoria.

E como toda arte, os games descobriram um canal para sua divulgação e transmissão: a cultura pop. Sim, o mesmo canal que vendeu o rock n’ roll e a música ‘chicletinho’, os blockbusters e os bestsellers. Os games se enquadram nessa mesma categoria.

Além disso, os games têm o papel de documentos históricos e registros socio-culturais da época que são produzidos. Diferentes costumes, hábitos e culturas podem ser transmitidos por meio da experiência gamística, exatamente igual à todas as artes.

Vamos dar aos games o valor artistíco que eles merecem!




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